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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Ciclo das rochas





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Entre Roma e Maastricht - a Europa foi-se construindo

Roma 2017

Roma - 60 Anos do Tratado da CEE

Este ano celebra-se os 60 anos do Tratado de Roma que foi assinado a 25 de março de 1957 e deu origem à CEE (Comunidade Económica Europeia) e à CEEA ou EURATOM (Comunidade Europeia da Energia Atómica). Este tratado surgiu da necessidade de criação de um projeto de reconstrução da Europa, com base nos valores da paz, da democracia e do desenvolvimento, e assente na cooperação entre países vencedores e vencidos.
Após a 2ª guerra mundial, os países europeus ficaram economicamente e socialmente destruídos. Foi neste contexto que começaram a surgir os primeiros passos rumo à construção europeia. 
A 9 de maio de 1950, Robert Schuman propôs uma nova forma de cooperação política para a Europa, para garantir uma paz duradoura e o desenvolvimento económico que consistia no controlo conjunto da produção dos recursos mineiros que constituíam as matérias-primas essenciais ao fabrico de armamento e à industrialização da Europa, o carvão e aço. 
Na sequência desta proposta, que ficou conhecida como Declaração Schuman, em 1951 é assinado o Tratado de Paris entre seis países, França, Itália, Alemanha, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo, que criou a Comunidade Económica do Carvão e do Aço (CECA) pondo de parte as rivalidades do passado e lançando a ideia de prosseguir na integração europeia. Um dos mentores desta ideia de construção europeia foi Jean Monnet, segundo o qual, a construção de uma europa unida se faria passo a passo, aprofundando progressivamente a integração entre os estados-membros. Além do mais, já estava já previsto na Declaração Schuman: "A Europa não se fará de uma só vez nem obedecendo a um plano único: ela será construída através de realizações concretas baseadas numa solidariedade efetiva" 
Tratado de Roma, 1957
No dia 25 de março de 1957, após longas negociações entre os seis países fundadores da CECA, é assinado o Tratado de Roma que pretendia ser mais um passo no processo de integração europeia. Foi fundada a Comunidade Económica Europeia (CEE) com o objetivo de criar um mercado comum para todas as mercadorias.
A partir daí, o projeto de construção europeia foi evoluindo gradualmente. Atualmente, a União Europeia tem 28 países-membros e é uma união económica que corresponde a uma forma de integração económica na qual o mercado comum coexiste com a definição da maioria das políticas em comum, no âmbito de órgãos supranacionais.
Finalmente, importa destacar que o Tratado de Roma foi muito importante para a União Europeia, uma vez que se tornou o impulsionador de grandes inovações e progresso nos diferentes países-membros. Ao longo dos anos, este tratado permitiu que as mercadorias circulassem com mais facilidade entre os países, o que se refletiu no aumento das trocas comerciais, intensificação dos investimentos, aumentou do número e da variedade de produtos à disposição dos consumidores europeus, entre outros. 
Assim, o dia 25 de março é uma data que deve ser celebrada em todos os estados-membros. Este ano, dado que se comemoram 60 anos da assinatura deste tratado, a data foi recordada com uma audiência geral no Vaticano com o Papa Francisco e os chefes de Estado e do Governo. Nesta audiência, o Papa reforçou o papel da igreja no projeto europeu.



Maastricht - 25 Anos do Tratado da União Europeia

A 7 de fevereiro de 1992, foi assinado pelos Ministros das Finanças e pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros de cada Estado-Membro, o Tratado da União Europeia, também conhecido como Tratado de Maastricht, que constituiu um marco importante no processo de integração na Europa. A partir desta data, a Comunidade Europeia passou a designar-se União Europeia.
Este tratado emanava novas ambições para o projeto europeu, instituindo: políticas comuns, o mercado único, a união económica e monetária e a cidadania europeia. Assim sendo, os 12 Estados membros que nessa altura constituíam a CE (Comunidade Económica) deixaram de ter soberania total na definição de algumas políticas, por exemplo, a política monetário passou a ser da responsabilidade do Banco Central Europeu. O mercado único tornou-se uma realidade, ou seja, os países suprimiram todas as barreiras alfandegárias e físicas à livre circulação de mercadorias, serviços, pessoas e capitais. Para além disso, criou-se uma moeda única, o Euro, que entrou em circulação em 1 de janeiro de 2002. Por último, uma das grandes inovações deste tratado, a instituição de uma cidadania europeia, paralela à cidadania nacional, que comporta um conjunto de direitos e deveres que vêm associar-se aos que decorrem da qualidade de cidadão de um estado–membro.   
Maastricht 1992
Desta forma, o mercado europeu tornou-se num único mercado de grande dimensão com muitas vantagens para os cidadãos e para as economias nacionais. 
Decorridos 25 anos da assinatura do Tratado de Maastricht, novas tensões internas e externas colocam à prova a solidez da construção europeia, designadamente, as crises económicas, a situação da Grécia, a migração e os refugiados e, mais recentemente, a saída do Reino Unido desta união. Como é salientado por Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia: “Aqueles que pensam que chegou o tempo de desconstruir, de fazer da Europa uma manta de retalhos, de nos dividir em espaços nacionais, estão completamente enganados. Não existiremos como nações sem a União Europeia.”
A esse propósito, também o nosso antigo Primeiro Ministro, Aníbal Cavaco Silva, referiu o seguinte: “Considero um erro assacar às insuficiências de Maastricht e ao Euro a responsabilidade pela crise com que os países da União Europeia se vêm defrontando nos últimos anos. Como afirmei em 1992, o Tratado não era um fim, mas o começo de um novo ciclo”. Apesar do Tratado não conseguir evitar certos problemas, é importante salientar que a Europa nunca teve tanto tempo de paz e de prosperidade. Logo, cabe aos líderes de hoje permanecer firmes às ideias definidas à 25 anos atrás.

Autoras:

Bárbara Pinto, 11ºB
Sara Freitas, 11ºB



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Parlamento dos Jovens - discutindo a Constituição

Sessão de abertura com o deputado da Assembleia da República, João Torres

O programa Parlamento dos Jovens, aprovado pela Resolução n.º 42/2006, de 2 de junho, é uma iniciativa da Assembleia da República, dirigida aos jovens dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, de escolas do ensino público, privado e cooperativo do Continente, das Regiões Autónomas e dos círculos da Europa e de Fora da Europa.
O Parlamento dos Jovens consiste no debate de temas da atualidade por alunos e alunas, tendo então por objetivo a promoção a educação para a cidadania e o interesse dos jovens para estes temas. Deste modo, o programa consiste em três fases, primeiramente, a nível escolar, depois nível a distrital, em que os alunos de cada distrito debatem sobre o tema e chegam a um consenso de levar um conjunto de medidas, sendo que apenas um número reduzido de escolas (dependendo do número de escolas inscritas em cada distrito) para a segunda fase do concurso. Por fim , a última fase é a nível nacional que decorrerá em Lisboa na Assembleia da República, o Parlamento. Nesta etapa as escolas que conseguiram avançar para esta fase estipulam um conjunto de medidas que será proposto ao Parlamento Nacional.
No mês de março decorreu na Maia a Sessão Distrital do Porto, com as alunas Joana Moreira, Mafalda Campos e Beatriz Ramiro, num tom de representar o Colégio Casa Mãe. passaram à fase nacional do “Parlamento dos Jovens” cujo tema era baseado na atual Constituição e desafios aos poder local. De entre, aproximadamente, 50 escolas, o Colégio Casa-Mãe, em terceiro lugar, avançou rumo à capital. No próximo número traremos as notícias dessa viagem...

Autora:

Beatriz Ramiro, 12ºB

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Entrevista à diretora do Museu de Penafiel


O Museu Municipal de Penafiel é uma Instituição fundamental na dinamização cultural do Vale do Sousa. Por esse motivo, a entrevista à Dr.ª. Maria José Mendes da Costa Ferreira dos Santos, diretora deste museu, reveste-se de grande interesse.

CCM News:
Quem fundou o museu e em que ano?

Museu de Penafiel:
O museu de Penafiel foi fundado por Abílio Miranda, no ano de 1948.

CCM News:
Conte-nos um pouco mais sobre a história do fundador.

Museu de Penafiel:
Abílio Miranda era o farmacêutico da cidade de Penafiel. Este também era estudioso local e delegado da junta de educação nacional. Abílio interessava-se por questões de arqueologia, do património e da história. Este senhor foi o que mais batalhou, durante vários anos para que Penafiel tivesse um museu. Por causa do esforço do mesmo, o museu acabou por ser fundado.

CCM News:
Porque a cidade de Penafiel tem este nome?

Museu de Penafiel:
Antes de Portugal existir, no Séc. XI, Penafiel de Canas ou Penafiel de Sousa era o nome que se atribuía ao lugar onde estava o castelo de Penafiel. Na altura da alta idade média, os territórios tinham fortificações militares, porque era uma altura em que se estava a processar a reconquista cristã. Quando D. José elevou o lugar que durante toda a Idade Média se chama Arrifana de Sousa à categoria de cidade, resolveu atribuir á cidade o nome de Penafiel, ou seja, foi só a partir do Séc. XVIII que esta cidade se começou a chamar de Penafiel.
Acha que as crianças penafidelenses conhecem bem a história da sua cidade?
Eu não diria que conhecem bem. Diria que vão conhecendo através do seu percurso escolar e das visitas que faze ao museu, à biblioteca e ao arquivo. Aqui no museu, nós tentamos, na Sala da Identidade, fazer-lhes o enquadramento da história.

CCM News:
Sala de Arqueologia
Na sua opinião, qual é a Sala que cativa mais as crianças?

Museu de Penafiel:
Na minha opinião, todas as Salas têm o seu ponto de interesse para todos os tipos de público, para crianças, jovens, adultos e idosos. Contudo, se calhar por causa daquela interação que se tem com as lampreias do olhómetro, com os ecrãs táteis, a Sala do Território acaba por ter um interesse acrescido. Por outro lado, a Sala da Arqueologia, para as crianças é muito interessante quando nós vamos subir a plataforma central, do cemitério, eles podem ver aquilo que é realmente um sepulcrário Romano das escavações do castro do Monte Mozinho.

CCM News:
Podia-nos resumir o conteúdo de todas as salas?

Museu de Penafiel:
Na exposição permanente do museu, existem 5 salas. A primeira sala da exposição permanente é a Sala da Identidade. É uma sala onde procuramos retratar a evolução histórica do concelho desde o Séc. XX até à atualidade, apresentando os respetivos documentos. Aqui também retratamos o S. Jorge, não porque haja um culto religioso muito grande, mas sim por causa da ligação às festas do Corpo de Deus. No mesmo local está exposta a colcha municipal que é um orgulho para os penafidelenses, e também faz-se alusão ao Padre Américo, que foi o fundador da casa do Gaiato. Na segunda sala, a Sala do Território apresenta alguns marcos sobre diversos tipos de territórios. Aqui também está presente o Olhómetro, onde as pessoas podem ver 5 filmes diferentes que retratam diferentes tipos de território. Também se pode explorar o território, nos ecrãs táteis que têm vistas de 360º.De seguida temos a sala da arqueologia onde possuímos mais de 5 milénios de história, portanto é aqui retratado o percurso cronológico, desde o megalitismo até ao final da época romana. Na quarta exposição, na Sala dos Ofícios é retratado, a partir de duas linhas condutoras, que têm por base duas matérias-primas diferentes, por um lado o ferro e por outro lado, a madeira, não só o património cultural, com a alusão às duas principais festas do concelho (o Corpo de Deus e a Feira de S. Martinho) como também os ofícios e as profissões mais importantes do nosso território e que, infelizmente grande parte delas já tende a desaparecer (ferreiros, cesteiros, agricultores, sapateiros, tamanqueiros, pauzeiros, tanoaria e carpintaria).Por fim, na Sala da Terra e da Água, é referida a importância destes dois elementos na agricultura, na parte rural e na economia penafidelense. Aqui também é feita uma referência à Casa Tradicional.

CCM News:
Nos últimos domingos de todos os meses, fazem o domingo no museu. Qual é o objetivo dessa atividade?

Museu de Penafiel:
Com as visitas escolares que tínhamos, para além da visita ao museu, era feita uma oficina prática, para consolidar os seus conhecimentos. Então, começamos a perceber que esses meninos que vinham durante a semana com a escola, ao fim de semana, também vinham com a família. Contudo, estes ficavam muito desiludidos, pois não tinham as tais atividades. Por isso, resolvemos criar este programa para as famílias. Este projeto gira em torno de um tema, dado pelo objeto que nós selecionamos para ser o objeto do mês, o que também nos permite dar a conhecer aos nossos visitantes a grande diversidade da coleção do museu (o que está apresentado nas exposições permanentes corresponde a 10% do total que é a nossa coleção). O objetivo é que as crianças, acompanhadas da sua família, trabalhem com eles na oficina, durante esse espaço de tempo. Estas atividades não precisam de marcação.

Entrevistadora:

Leonor Viva, 7ºB
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