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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Rótulos...leia-os pela sua saúde!


Vivemos numa época em que a deterioração ambiental, a escassez de recursos, as dificuldades económicas, a perda de hábitos saudáveis e outros índices de degradação de qualidade de vida, são uma realidade. De facto, na sociedade atual o consumidor não se preocupa com as consequências das suas escolhas, orientando-se por princípios consumistas e deixando-se manipular pelas poderosas técnicas de marketing. 
Neste contexto, assume especial importância a leitura dos rótulos dos produtos, pois acreditamos que pode ser um meio eficaz para ajudar os consumidores a comer bem e viver melhor, o que contribuirá para uma sociedade mais saudável e sustentável. 
Assim, antes de escolher o bem pretendido, aconselhamos uma leitura atenta da lista de ingredientes ou da composição dos produtos, bem como de todas as informações inscritas na embalagem.
Nesse sentido, apresentamos algumas dicas para facilitar a leitura dos rótulos e sugestões a ter em conta para efetuar uma melhor escolha:
prefira os alimentos com a menor lista de ingredientes possível;
os ingredientes estão organizados por ordem decrescente, a partir dos que existem em maior quantidade, até aos que estão presentes em menor quantidade (incluindo aditivos e substâncias alergénicas);
evite os alimentos que têm muitos açúcares e gorduras saturadas ou trans que normalmente constam no início da lista;
opte por alimentos com menos “E” (E330, E120,…);
quando as embalagens apresentarem o semáforo, escolha os alimentos com maior número de nutrientes de cor verde;
analise os nutrientes por porção (e não por cada 100 gr) pois é essa a quantidade que vai ser ingerida; 
verifique o prazo de validade e o estado das embalagens. Se as embalagens de produtos congelados estiverem húmidas ou apresentarem cristais de gelo no interior, rejeite-as. Esta situação indicia que os produtos sofreram descongelação e que a rede de frio não foi mantida constante;
escolha produtos com o símbolo da sociedade ponto verde que garante que as embalagens são recicláveis 
confira se os produtos são certificados por entidades autorizadas e reconhecidas em termos ambientais; 
Face ao exposto, apelamos à consciência crítica de todos os consumidores. É crucial uma mudança de atitude no ato de consumir. Consumindo com consciência, estaremos a economizar recursos, a salvaguardar o futuro do planeta e, a um nível mais pessoal, a garantir uma vida mais saudável e com mais qualidade para nós e para toda a comunidade. 
Não compre por impulso. Faça um consumo consciente. Esteja atento a todos os detalhes do produto que vai adquirir e valorize as empresas com práticas de responsabilidade social e ambiental.

Autores:

Maria Ribeiro, 10ºC
Joana Marques, 10ºC
André Cunha, 10ºC

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O comércio português num mundo globalizado


Os Produtos Mais Comercializados

De acordo com dados publicados pelo INE, a Balança Comercial portuguesa, apresenta saldos negativos. Isto significa que nos últimos anos as importações têm superado as exportações. Apesar de continuarem negativos, os saldos da balança comercial têm vindo a melhorar, o que se deve, em parte, ao maior dinamismo das nossas exportações.

Referentemente aos produtos que mais contribuíram para o saldo da Balança Comercial portuguesa nos anos de 2014 e 2015, verificamos que não se registam grandes oscilações excetuando a categoria dos combustíveis minerais, que apresentam um aumento de cerca de 2000 milhões de euros no seu saldo em 2015 face a 2014, passando de cerca de -6000 milhões de euros em 2014 para cerca de -4000 milhões de euros em 2015.

Fonte: INE – Estatísticas do Comércio Internacional 2015 (edição 2016) p. 35
Com base no gráfico conclui-se que os produtos que contribuíram positivamente para os saldos da balança comercial foram os minerais e minérios, o calçado, as pastas celulósicas e papel e o vestuário. Em contrapartida, o contributo das categorias de veículos e outros materiais de transporte, máquinas e aparelhos, produtos agrícolas, produtos químicos e combustíveis minerais foi negativo. 
Concluindo, verificamos que são os setores mais tradicionais da economia portuguesa que continuam a ser os mais dinâmicos em termos de exportações.

Principais parceiros

Com base nos dados publicados pelo INE relativos à Balança de bens, é possível identificar os principais parceiros de Portugal no comércio externo. Constata-se que os principais clientes das exportações portuguesas são E.U.A., França, Reino Unido e Angola, pois apresentam um saldo positivo na balança de bens, o que significa que exportamos mais do que importamos desses países. 
A Espanha, Alemanha e Itália são os maiores fornecedores de Portugal, neste caso a sua balança de bens apresenta um saldo negativo, isto é, exportamos menos do que exportamos para esses países.
Além do grupo de países mencionados, Portugal realiza muitas operações de comércio externo com a China, Países Baixos e Marrocos.
De 2014 para 2015, temos aumentado as importações da China, Itália e Alemanha. Em contrapartida, têm diminuído as importações de Espanha e Países Baixos.


No que toca ao grupo dos clientes de Portugal, verifica-se uma melhoria da nossa posição, que reflete um aumento de exportações para esses países. Angola foi o único país que revelou uma tendência contrária. 
Concluindo, percebemos que, de modo geral, as evoluções foram positivas e todas as balanças tendem a ficar superavitárias. Nota só para a Espanha que está, visivelmente com valores muito negativos na sua balança de mercadorias.

Autores:

Tiago Ribeiro, 11ºB
Diogo Almeida, 11ºB




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Emprego jovem em queda


Desde do ano de 2002 que temos verificado um decréscimo da taxa de emprego jovem em Portugal, estando atualmente abaixo da média da União Europeia (UE). 
No ano de 2002, o valor da taxa de emprego jovem em Portugal foi de 42,2%. No mesmo ano, a UE apresentava um valor mais baixo, com apenas 36,6%. 
No entanto, esta situação apenas se verificou até ao ano de 2004. A partir de 2005, a tendência inverteu-se e Portugal passou a registar uma taxa de emprego jovem inferior à da UE. De acordo com o gráfico, concluímos que o nosso país manteve uma posição divergente relativamente à UE até ao ano de 2013, no qual se regista a menor taxa de emprego dos últimos anos, 21,7%. Não obstante, é importante salientar que apesar da nossa taxa de emprego continuar abaixo da média europeia, a partir de 2014, Portugal encontra-se em convergência com os países da UE, registando aumentos, mesmo que ligeiros, no emprego jovem. Ainda assim, Portugal tem um longo caminho para percorrer até conseguir igualar a posição da união Europeia. Em 2015, a taxa de emprego jovem em Portugal estava 10,2 pontos percentuais abaixo dos valores apresentados na UE.
Neste contexto, muitos jovens têm saído do país à procura de oportunidades de emprego, com o intuito de garantir um futuro melhor quer ao nível profissional quer ao nível de bem-estar pessoal. 
Assim, é urgente que se tomem medidas que permitam criar mais empregos, de modo a evitar a fuga da população ativa que é aquela que sustenta o sistema de segurança social e garante a criação de mais riqueza que se refletirá de forma positiva no crescimento económico.

Autora:

Sara Freitas, 11ºB

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Jogos Olímpicos - Atenas 1896


Os Jogos Olímpicos de Verão de 1896 foram os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, realizados em Atenas, Grécia, berço dos Jogos da Antiguidade, entre os dias 6 e 15 de abril de 1896, com a participação de 241 atletas masculinos, representantes de catorze países. O evento realizou-se graças ao empenho do francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin. 
Pierre Coubertin
O Barão de Coubertin foi um idealizador do renascimento dos Jogos existentes na Grécia Antiga, mentor do movimento olímpico e fundador do Comité Olímpico Internacional. 
A cerimónia de inauguração acabou por acontecer numa segunda-feira de Páscoa, com o discurso de abertura proferido diante de cem mil espectadores pelo próprio rei da Grécia, Jorge I, após a inauguração de uma estátua em homenagem ao rico financista ateniense George Averoff na entrada do Estádio Panathinaiko, principal palco das competições e uma maravilha arquitetónica, toda em mármore. Averof foi o responsável pela restauração e modernização do estádio e financiador da organização do evento, e que impediu o seu cancelamento antes mesmo de iniciado, devido às penosas condições do cenário real grego. 
Houve nove atividades a ser realizadas:  atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, halterofilismo, luta, natação, ténis e tiro. 

ATLETISMO: 
As provas do atletismo tiveram a participação mais internacional dentro de todos os desportos. O maior destaque foi a maratona, realizada pela primeira vez uma competição internacional. Spiridon Louis, um carregador de água até então desconhecido, ganhou a prova para se tornar o único campeão grego do atletismo e um herói nacional. Embora a Grécia fosse a favorita para ganhar o arremesso de disco e o arremesso de peso, os melhores atletas gregos terminaram logo atrás do americano Robert Garrett em ambas as competições. 
Corrida de 100 metros, JO 1896

CICLISMO: 
As regras da Associação Internacional de Ciclismo foram usadas para as competições de ciclismo.As provas de ciclismo de pista foram realizadas no recém-construído velódromo Neo Phaliron. Somente uma prova de estrada foi realizada, uma corrida entre Atenas e Maratona de ida e volta (totalizando 87 quilómetros). 

ESGRIMA: 
As competições de esgrima foram realizadas no Zappeion, que foi construído com o dinheiro que Evangelis Zappas doou para reviver os antigos Jogos Olímpicos. Ele nunca tinha visto uma competição desportiva antes. Ao contrário de outros desportos (em que apenas os amadores foram autorizados a tomar parte nos Jogos Olímpicos), os profissionais foram autorizados a competir na esgrima, embora em um evento separado. 

HALTEROFILISMO: 
O levantamento de peso como desporto ainda era recente em 1896, e as regras diferentes das que são usadas atualmente. As competições foram realizadas ao ar livre, no interior do campo do estádio principal, e não havia limites de peso. A primeira prova foi realizada em um estilo hoje conhecido como arremesso (em inglês: clean and jerk).  

LUTAS: 
Não existiam categorias de peso para a competição de luta livre, realizada no Estádio Panathinaiko, o que significava que haveria apenas um vencedor entre os concorrentes de todos os tamanhos. As regras utilizadas eram semelhantes à moderna luta greco-romana, embora não houvesse um limite de tempo. 

NATAÇÃO: 
Nadador húngaro, Alfréd Hajós
As competições de natação foram realizadas em mar aberto, porque os organizadores recusaram-se a gastar o dinheiro para construir um estádio especialmente para os Jogos. Cerca de vinte mil espectadores reuniram-se na Baía de Zea, ao longo da costa do Pireu, para assistir às provas. A água da baía estava gelada, e os competidores sofreram bastante durante suas provas. Foram três competições abertas: (100 metros estilo livre, 500 metros estilo livre, e 1200 metros estilo livre), além de um evento especial, aberto somente para marinheiros gregos, os quais foram realizadas no mesmo dia. 

TÉNIS: 
Apesar do ténis já ser um desporto importante no final do século XIX, nenhum dos principais jogadores apareceu para o torneio. A competição foi realizada nas quadras do Lawn Tennis Club de Atenas, e no interior do campo do velódromo utilizado para as provas de ciclismo. 

TIRO: 
Realizada numa serrania de Kallithea, as competições de tiro constituíram de cinco provas, duas utilizando rifle e três com a pistola. A primeira prova, a carabina militar, foi vencida por Pantelis Karasevdas, o único concorrente a acertar o alvo em todos os seus tiros. A segunda prova, para pistolas militares, foi dominada por dois irmãos americanos: John e Sumner Paine, que se tornaram a primeira dupla de irmãos a terminar em primeiro e segundo lugar na mesma competição. A fim de evitar constranger os anfitriões, os irmãos decidiram que apenas um deles iria competir na próxima prova de pistola, a pistola livre.  

Ao final do século XIX, o barão de Coubertin teve a ideia de reinventar os Jogos Olímpicos da Antiguidade, numa nova versão que permitia a participação de atletas de todo o mundo; os Jogos anteriores permitiam que apenas atletas do sexo masculino de origem grega participassem das competições. 
Após a aprovação oficial da proposta no primeiro Congresso Olímpico realizado em 1894, a escolha da cidade-sede foi unânime.  Catorze séculos depois, Atenas, palco dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, receberia os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, que se iniciaram no dia 6 de abril e terminaram em 15 de abril de 1896. 
Para o Barão de Coubertin, o renascimento dos Jogos Olímpicos não era apenas um sonho, mas também uma consequência dos avanços científicos e culturais do século XIX. “Os homens começaram a viver menos isoladamente, raças diferentes aprenderam a conhecer e a entender o outro melhor e, ao comparar as suas forças e conquistas na arte, na indústria e na ciência, uma rivalidade honrosa surgiu entre eles, encorajando-os a atingir feitos ainda maiores”, diz o barão na introdução do Relatório Oficial dos Jogos Olímpicos de 1896, já apresentando os conceitos do que posteriormente se tornariam os valores do Olimpismo: respeito, amizade e excelência. 

O Ideal Olímpico: 
O tão enfatizado Ideal Olímpico foi criado pelo barão Pierre de Coubertin quando fez ressuscitar os Jogos Olímpicos. Tinha por finalidade enaltecer o prazer cavalheiresco de competir independentemente do resultado, a lealdade e a generosidade também eram contempladas. Com esta fórmula, os Jogos Olímpicos deveriam ser o maior encontro de atletas amadores, que iriam conviver e competir, não tendo em vista mais do que mostrar o resultado do seu trabalho desportivo durante a Olimpíada, num determinado local e período de tempo.

Autores:

Carlos Sousa, 9ºB
Filipa Pinto, 9ºB

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